O Estrangulador de Bonecos de Neve

Novo livro de Carlos Vaz

“O Estrangulador de Bonecos de Neve” é a primeira de um conjunto de obras cuja colecção tem o singular nome de “CURTAS”. São cinco as “Curtas” que o autor se propõe fazer, cinco volumes, de microcontos, pequenas histórias, uma por página, que podem bem funcionar a jeito de pequenas parábolas dos nossos dias. O primeiro livro tem o estranho nome de “O ESTRANGULADOR DE BONECOS DE NEVE” e contará com ilustrações de artistas nacionais e internacionais como César Taíbo, Evelina Oliveira, Isabel Ferreira Alves, Constança Lucas (Brasil) e Mário Rebelo de Sousa.

Caderno Afegão

Livro de Alexandra Lucas Coelho

«Este livro é um acto de coragem. É um acto de optimismo, também. Paul Theroux explica na introdução a "O Velho Expresso da Patagónia" que "os viajantes são essencialmente optimistas, ou então nunca iriam a lado nenhum". É esse optimismo que permite a Alexandra Lucas Coelho afastar quaisquer receios com uma espécie de fatalismo paradoxalmente empreendedor: "não há nada a fazer".» (in: Ed. Tinta da China)

Caim

Obra de José Saramago

«Reescrevendo alguns dos episódios do Antigo Testamento, faz apelo a um jogo narrativo que, muitas vezes, não anda longe da tradição picaresca, onde o pensamento segue a par do humor. Nalgumas das suas características fundamentais “Caim” inscreve-se na genealogia do romance do século XVIII, com referências obrigatórias a Sterne e a Diderot. É na relação com este elemento que a escrita de Saramago se revela mais interessante. E, por isso, encontramos aqui algumas das melhores páginas que ele já escreveu.» (in Ed. Caminho)

A Botânica das Lágrimas

Obra de Pedro Foyos

O tema tão actual do "bullying" e das praxes cruéis é tratado neste livro de forma inédita, através de uma narrativa de ficção; porém todos os episódios estão fundados na realidade.O jornalista Pedro Foyos, confirmando a mestria com que conquistou o público ao lançar O Criador de Letras, que é já uma referência obrigatória no domínio do romance histórico em Portugal, conduz-nos agora à redescoberta do universo alternativo da infância, à idade da pureza primordial, quando os actos pouco dependem da racionalidade.

Cinco Artes Música

Muse

Muse é uma banda de rock alternativo britânica de Teignmouth, Devon. Formada em 1994, a banda foi originalmente chamada Rocket Baby Dolls. Os seus membros são Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz secundária e teclado) e Dominic Howard (bateria e percussão). (Wikipédia)

Buracos Negros

Livro de Lázaro Covadlo

«Após cortar a pata de um gafanhoto numa noite de Verão, um homem perde, ao longo da vida, todos os seus membros. Um outro crê que num sonho de infância, algures no País das Maravilhas, teria estado o acesso à fortuna que nunca veio. Outro ainda vê a sua vida desenrolar-se no ecrã de uma decadente sala de cinema das Caraíbas. E um outro acredita que o homem que o impediu de suicidar-se, certa noite em Mar del Plata, era o Diabo.» (in: Livros de Areia)

"O Deus das Moscas" de William Golding

Publicada por Carlos Vaz On Quinta-feira, Novembro 12, 2009 0 comentários
a ilha onde um porco também é deus
ando para vos falar há algum tempo do livro de William Golding, "O Deus das Moscas". Uma obra de uma mestria meticulosa, onde as brincadeiras das crianças, que coabitam numa ilha inóspita e sem gente crescida, gradualmente se "amorfam" numa sopa cada vez mais sintomática, aquando a lenta transfiguração do corpo do indivíduo em grupo. A metamorfose do corpo é nos narrada pela desfiguração do humano, através da sujidade e das pinturas traçadas pela necessidade da caça e pelo medo de um monstro invisível, algures na floresta.
O medo parece falar por uma amputada cabeça de porco coberta de moscas que se ergue espetada numa estaca, num espaço recôndito da selva. Este medo pelo monstro leva ao grupo proteger-se num conjunto de regras, como um garante da própria sobrevivência, ditadas pela autoridade de um chefe que os acolhe na assembleia, após aclamar a coesão do mesmo, através do som de um búzio. A assembleia rodeia-se então de vozes sábias como a do gorducho Piggy, o portador do fogo, dos óculos da razão, e de Simon, a única criança que conhece o verdadeiro segredo do monstro, entre outros.
Mas depressa o grupo se divide em dois, o grupo dos caçadores e o dos que protegem o fogo da esperança e da razão que gradualmente se vai apagando. Por fim, as crianças tornam-se monstros, numa luta pelo poder da istmo e do abismo.
Posso-vos dizer que esta foi uma fabulosa descoberta, um dos melhores livros que li recentemente. Se ainda não o leram, façam-no já, verão que tenho razão

Poesia e Ciência

Publicada por Carlos Vaz On Terça-feira, Novembro 10, 2009 1 comentários

O regresso dos titereiros

Publicada por Carlos Vaz On Terça-feira, Novembro 10, 2009 0 comentários
para minha felicidade, a partir já do próximo fim-de-semana, Viana do Castelo será a capital do teatro de marionetas e de cinema de animação. Pelo que li, este festival vai perdurar até ao dia 21 de Novembro. É bom ser minhoto. Saiba mais aqui

A Velha a Branca

Publicada por Carlos Vaz On Sábado, Novembro 07, 2009 0 comentários

Velha-a-Branca por Daniel Camacho from Velha-a-Branca on Vimeo.

hoje estarei no espaço "A Velha a Branca", em Braga, pelas 18h00, para vos falar do meu último livro, "O Estrangulador de Bonecos de Neve"... apareçam

O bate cu da RTP

Publicada por Carlos Vaz On Quinta-feira, Novembro 05, 2009 0 comentários
do alegado debate sobre o imposto que reverte para o vazio da RTP
segundo me parece, o problema que se põe não é o de estarmos constantemente a alegar os irrisórios pagamentos de imposto, na cobrança da luz, que serve para financiar programas fabulosamente vazios e desnecessários, na tão saudosa RTP. O verdadeiro problema, esse sim, é por que razão todos sentimos que a RTP já não serve para nada, já não faz qualquer falta, que nela tudo é insignificante, desinteressante e até efémero. Na verdade, como a programação tablóide chegou até este ponto de desleixo é aquilo que realmente me preocupa, o invisível que provoca a inutilidade de algo que antigamente era bom e fazia um verdadeiro serviço, era útil e colmatava algo que faltava na cabeça das pessoas.
Conheço muitos que ainda hoje usam documentários, reportagens e programas antigos da RTP, gravados na pesada cassete VHS, como um registo de instrução contínua da população que variava entre a literatura, biografia, ópera, teatro, filmes de qualidade indubitável. Hoje, o único registo que nos deixa são programas com o mesmo bate cu no gelo, um enorme bate cu, opaco e sem qualquer dinamismo na pequena sociedade interessada.
O verdadeiro problema põe-se então, quem - ou o quê - fez da RTP um canal obsoleto?! Quem criou a necessidade de trazer à baila o apelo ao imposto mal empregue?! Não há forma de se enterrar mais no gelo em que caiu. Faz falta uma RTP, mas não esta, não assim... não desta maneira tão vazia de andar entretido

Mas afinal, para quê o Magalhães?!

Publicada por Carlos Vaz On Terça-feira, Novembro 03, 2009 1 comentários


o humorista, pintor e poeta João Vilas faz humor sobre o "Magalhães"
universidades Sénior lançam “Magalhães” para os mais velhos. É uma espécie de “Magalhães” para os mais velhos: tem uma bateria de última geração que o torna mais leve do que o habitual, teclas mais espaçadas, um rato anatómico e conteúdos específicos para idosos. Vai custar menos de 500 euros
(hoje, in Jornal Público)

Fim de semana com Bonnie Prince Billy

Publicada por Carlos Vaz On Sexta-feira, Outubro 30, 2009 0 comentários
na voz e guitarra também textualina de Bonnie Prince Billy
sem dúvida uma boa descoberta para o nosso blog Textualino. Will Oldham, também conhecido por Bonnie 'Prince' Billy, é músico, cantor, escritor de canções e actor americano. Segundo li algures, Will Oldham é conhecido pela sua crença em algo como «no do-it-yourself punk aesthetic and blunt honesty», incorporando elementos folk, country e post-punk (pós-punk) para criar um som «americano puro». Com certeza que iremos ouvi-lo mais vezes
Bonnie Prince Billy- I See a Darkness
Bonnie Prince Billy - Lay And Love
Bonnie Prince Billy - New Partner

Quando os animais selvagens tinham afecto por nós

Publicada por Carlos Vaz On Quinta-feira, Outubro 29, 2009 0 comentários
o espaço Cinco Artes Fotografia tem dedicado um mês a Gregory Colbert, fotógrafo que me contagiou com as suas imagens "cor sépia" e, ao mesmo tempo, por retratar, nos seus trabalhos, um encontro ou diálogo entre o homem e o animal que ora se tocam ou observam reciprocamente, ora partilham o mesmo afecto, etc.
Segundo descobri no site wikipédia, Gregory Colbert, para além de fotógrafo, é também um produtor de filmes, nascido no ano de 1960 em Toronto, Canadá. Tornou-se conhecido como o criador de Ashes and Snow, uma coletânea de fotografias artísticas e filmes que têm o seu lugar de exposição no Nomadic Museum.

Sobre as incríveis imagens de diálogo, o artísta diz-nos: "Quando dei início a Ashes and Snow em 1992, comecei por explorar o relacionamento entre os homens e os animais de dentro para fora. Na descoberta da linguagem partilhada e das sensibilidades poéticas de todos os animais, trabalho no sentido de restabelecer o solo comum que um dia existiu quando as pessoas viviam em harmonia com os animais."



O corpo descartável de uma operária

Publicada por Carlos Vaz On Segunda-feira, Outubro 26, 2009 0 comentários
"El Traspacio" de Carlos Carrera
o filme “El Traspacio” possui a mesma estrutura daquilo a que denomino efeito de escada, ou seja, uma história feita por degraus, onde encontramos uma gradação constante na mudança, e importância, do centro das suspeitas e dos reais culpados. Neste filme, de Carlos Carrera, se nos primeiros minutos pode transparecer um filme policial, rapidamente verificamos que os assassinatos sucessivos das mulheres, dilatados logo no início, procuram outra razão e remontam para a denúncia da postura de completa negligência governamental e patronal, também elas imbuídas de uma educação machista face à descartabilidade do corpo da mulher, numa terra pobre e sem lei, bem perto da fronteira do México com os Estados Unidos.
As mulheres jovens, oriundas de situações poucos instruídas e de "espaços sociais mais baixos”, são raptadas e levadas livremente para serem violadas, torturadas e deixadas ao calhas a apodrecer no deserto. Contudo, a uma dada altura, verificamos que as causas das atitudes de desleixo total são bem mais do que um fenómeno local. Durante a investigação, descobrimos que as mulheres vêm de um meio agrícola pobre, para aceitarem qualquer trabalho, e a qualquer preço, em empresas multinacionais.
O fenómeno localizado passa assim a ser uma consequência das empresas emprenhadas de atitudes e manias "globais" que facilmente recorrem à deslocalização, procurando sempre o recurso de riquezas com base na mão de obra barata e que, por esse motivo, abafam a actuação da polícia, ao procurarem evitar transparecer, o escândalo das mulheres mortas, para assim verem salvaguardadas a migração de mão de obra barata.
A história não é ficção, é apresentada como verdadeira, e nela vemos a condição da mulher operária descartável, como um corpo de trabalho para usar e deitar fora, num conluio de interesses mundiais

Coisas díspares que andam aos pares

Publicada por Carlos Vaz On Quarta-feira, Outubro 21, 2009 0 comentários
há dias andou pelo céu um balão com uma suposta criança presa lá dentro. Pelo que vi, foi activado de imediato um aparato, sem precedentes, em toda aquela zona. O espectáculo estava então todo montado, antes e depois, com directos, debates, e no fim uma sociedade defraudada por um espectáculo que afinal demonstrou tratar-se de um plástico prateado a envolver uma pequena porção de hélio.
Pois bem, aqui em Portugal - a meu ver, nestes últimos dias, um suposto país "talibã" da Europa - quando ainda ninguém teve o tempo necessário para ler, devidamente, o último livro de José Saramago, já um aparato idêntico tinha sido montado. A igreja, os beatos e os puritanos enjoados muniram-se então de binóculos e procuram o perigo no voo de um balão (leia-se: de uma polémica ou perigo) digno de todos os directos e debates na rádio. Os mesmos, sem deixarem sequer pousar o dito "objecto voador identificado", e até mesmo sem darem o devido tempo de digestão necessária ao livro, saíram para a rua com os olhos postos no céu, pois alguém lhes contara que dentro do tal balão ia uma "criança", apesar de ninguém a ter realmente visto (ou ainda lido), ficaram a gritar para o balão que foi descendo, cada vez mais vazio, expelindo apenas, aqui e acolá, algum hélio que pôs todos os envolvidos num alvoroço e a falar comicamente fininho

A apresentação de um "Estrangulador..."

Publicada por Carlos Vaz On Segunda-feira, Outubro 19, 2009 0 comentários
fotografias tiradas por Jorge Meira
uma sala cheia de amigos, tal como eu desejava... assim correu o lançamento do meu recente livro de microcontos "O Estrangulador de Bonecos de Neve", apenas a 200 metros do quarto onde nasci, tudo aconteceu durante este fim-de-semana, na Biblioteca Municipal de Caminha. Agradeço as fotografias a Jorge Meira

Carlos Vaz (escritor), Paulo Pereira(vereador), João Artur Pinto (editor)

fotografia tirada por Jorge Meira

espaço de tertúlia com artistas do meu afecto

A desgraça branca do pós-apartheid

Publicada por Carlos Vaz On Quinta-feira, Outubro 15, 2009 0 comentários
a estranha "desgraça" de um professor universitário
o último filme de Steve Jacobs, baseado num romance de J.M. Coetzee, conta-nos a história de um professor universitário (papel levado a cabo por John Malkovich), já farto da rotina e do desinteresse geral dos alunos pela disciplina que lecciona, Poesia Romântica. Este professor desprovido, também, de romantismo, procura essencialmente o gozo sexual que o move numa atracção por uma aluna. O caso toma o seu caminho puritano do qual o professor não procura fazer parte. Assumindo-se logo como culpado, despede-se e parte para o interior de África do Sul ao encontro da sua filha, onde se envolve numa caótica trama cuja teia o prende a um espaço de impossibilidade de acção face à violência decorrida durante a apropriação de terras. O amor pela filha leva-o à desgraça e à incapacidade de acção, cujos contornos caracterizam a desgraça branca na política do pós-apartheid

Homenagem a João Aguardela

Publicada por Carlos Vaz On Terça-feira, Outubro 13, 2009 0 comentários
saiba mais aqui e aqui

MEGAFONE 5 é um projecto que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA. João Aguardela, que integrou colectivos como os SITIADOS, MEGAFONE, LINHA DA FRENTE e A NAIFA, faleceu precocemente aos 39 anos em Janeiro de 2009.

Nascido entre um grupo de amigos e admiradores de João Aguardela, o projecto MEGAFONE 5 materializa-se em três faces visíveis: o ambicioso site que concentra toda a sua obra; um prémio anual de distinção de nova música tradicional portuguesa (em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores); e a realização de um grande espectáculo no dia 4 de Novembro de 2009, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com as presenças d´A NAIFA, DEAD COMBO, Ó’QUESTRADA e GAITEIROS DE LISBOA

Obrigado CTT e Vodafone

Publicada por Carlos Vaz On Segunda-feira, Outubro 12, 2009 0 comentários
por vezes, encontro preocupantes dúvidas gramaticais (e não só), no decorrer da escrita das minhas produções literárias; principalmente quando surgem incertezas na ponta da caneta, no que diz respeito a concordâncias, vocábulos, desinências, expressões, etc., e mesmo no uso de certos "dizeres" típicos, que suscitam, em quem trabalha diariamente com a escrita, como é o meu caso, alguma dor de cabeça, por isso não é de estranhar ter presente, no meu ambiente de trabalho e como principal ferramenta de escrita, o espaço Ciberdúvidas a que decorro quase diariamente.
Desta feita, foi com bastante satisfação que li, no Jornal Público, a notícia de que o apoio financeiro para este espaço - tão importante e mesmo único no mundo escrito e dito da lusofonia - está mais uma vez garantido (por mais um ano), através do tão importante apoio financeiro da Vodafone e dos CTT.
Aos dois incríveis mecenas, "um muito obrigado" deste escritor com ciberdúvidas por resolver

"Amiina" não anima o textualino

Publicada por Carlos Vaz On Sexta-feira, Outubro 09, 2009 0 comentários
Amiina e Amiina
foi com curiosidade, uma vez que há uma forte ligação com um grupo já aqui citado, Sigur Rós, que comecei a escutar as "simples" músicas do quarteto islandês Amiina (inicialmente conhecidas por "Amína e Aníma"). Na verdade, dos álbuns que esgravatei por aí com o a teimosia do tímpano, só consegui ouvir trechos algo enfadonhos e sem grande complexidade, com o já tradicional xilofone, num som repetitivo e, por vezes, algo aborrecedor. Como não encontrei nada de interessante, para além do que aqui escutamos, fica-nos,apenas esta breve referência
Amiina- Amiina
Amiina - Rugla
Amiina - Soul

    Cinco Artes Filme

     

     

     

     

     

     

     

    "Whatever Works" de Woody Allen

    Cinco Artes Pintura

     

     

     

     

     

     

     

    Evelina Oliveira

    Cinco Artes Literatura

     

     

     

     

     

     

     

    "O Senhor das Moscas" de Willian Golding

    Cinco Artes Fotografia

     

     

     

     

     

     

     

    Man Ray

    Periferia Escultura

     

     

     

     

     

     

     

    Anthony Howe

    Blog da Semana

    Youtubismos

    O que dizem os outros

    Como cheguei a este blog?

    Fragmentos do Dia

    Loading...

    A minha lista de blogues

    Os Textualinos

    Arrecadação

    .site statistics Creative Commons License

     

    Carlos Vaz (Textualino)