Polémica esquecida, aí está a TLEBS

TLEBS, acrónimo que nos aferroa a vista
curiosamente, durante o ano passado, muitos foram os blogs, sites, fóruns, debates, etc., que andaram agarrados à euforia daqueles que eram contra a tão estonteante, como nauseante, TLBS, acrónimo que dá primazia a uma nova nomenclatura pseudocientífica diga da memória curta de um computador Magalhães. TLBS, palavra crua, sem as vogais que arredondam o som das coisas. Acrónimo horrível, feito por alguns linguistas que decidiram descer às escolas e varrerem com o uso das coisas, uma vez que no Portugal moderno, o uso é sinónimo de velho...
Ora, finda esta guerra, e agora caída já no esquecimento, eis que de mansinho a TLBS apareceu Palavra sibilante, congelada como as serpentes que vi há dias, no Nacional Geographic, serpentes essas que se deixam congelar no gelo do inverno para ganharem vida na novamente na primavera. E aí está, o acrónimo tornado, também ele, palavra carregada de tecnicismos serpenteantes como o "-S" com que termina. Veio de mansinho, deixou-se degelar sem que ninguém se apercebesse, agora sem guerra, sem debates, sem intelectuais revoltados.
Tive de adquirir uma gramática nova, estou já a estudar envolto num orgásmico dizer das novas coisas gramaticais que nos aferroam a língua. Quanto mais a folheio mais tenho a certeza que não se trata de inovar, mas antes "tecnovar" o ensino. Uma nomenclatura, de facto, quase impronunciável, digna das mais deslumbrantes mnemónicas da criação docente

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