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Apresento-vos o meu amigo Diz Que Diz

nova rubrica textualina sobre o mercado editorial português

o meu grande amigo Diz Que Diz diz não ter sido o único a reparar que o mercado editorial português anda apático, taciturno e sem interesse. Apesar de serem editadas, diariamente, quase meia centena de obras - diz ele - a sua maior parte resume-se a traduções e, na realidade, poucas edições em primeira mão de autores portugueses conseguem passar para os leitores. O meu amigo diz ainda que a verdade é que o novo autor contemporâneo já não consegue gritar mais para ser ouvido. Ninguém ouve falar deles. E diz ter lido algures que isto não se passa bem assim, fazendo crer que o público luso premeia os autores da Língua de Camões. De facto parece-lhe que algo de certo há nesta afirmação, mas segundo ele, estes autores são aqueles que ainda se falava antes de haver televisões.

Há tempos alguém lhe dizia que mais valia ter nascido na lusofonia, mas sem ser em Portugal, claro, ou antes fazer uma pequena edição no estrangeiro para ser traduzido e talvez assim se fazer ouvir cá dentro. Esse amigo meu corre o risco de o chamarem xenófobo, mas ele diz que não se importa, que gostaria mais que o chamassem de apaixonado pela boa literatura portuguesa. E diz mais, o autor português é pobre e anónimo, mas é esforçado, coitado, vai para as livrarias, leva dez amigos e já está feito o baptizado do seu livro. O meu amigo diz que tem pena do autor português. O meu amigo Diz Que Diz sabe muito e até já diz que vai editar um livro sobre este assunto

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