dado à estampa 8º volume da revista Saudade

são quatro dezenas os poetas antologiados no volume 8 da revista Saudade, desta feita dedicado ao conceito de universalidade em Arte, poetas portugueses mas também galegos, brasileiros e um angolano.
A publicação, recorde-se, com carácter semestral, surgiu em 2001 no âmbito da programação da Associação da Amarante Cultural, dirigida por António José Queirós e inspirando-se no testemunho poético de dois dos nomes mais insignes das nossas Letras, António Nobre e Teixeira de Pascoaes. Tomou por selo “aquela que é provavelmente a mais bela palavra da Língua Portuguesa” (pode ler-se na nota introdutória do primeiro volume).
Amadeu Baptista, António Salvado, Carlos Vaz, Casimiro de Brito, Daniel Gonçalves, Fernando Grade, João Ricardo Lopes, José Luís Peixoto, Juliana Miranda, Maria do Sameiro Barroso, Nicolau Saião, Pompeu Martins ou Sérgio Pereira são alguns dos nomes que colaboram nesta edição, dialogando com a ideia-epígrafe de Ruy Belo “O receio da morte é a fonte da arte”.
Lêem-se num breve folhear do volume, e a propósito de Arte, versos como “… sei que o seu rosto é luz, apenas” (A. Baptista), ou “… a luz que vem do abismo/ e que nunca podemos colher …” (C. Brito), “Conheço a seiva, o seu murmúrio, mas nada sei do universo …” (M. S. Barroso), ou “… é preciso desenhar o epicentro e habitá-lo sem pudor …” (J. R. Lopes).
Com uma tiragem de 500 exemplares, a revista, que insiste em contrariar o “vazio” de mercado de poesia, encontra-se disponível nalgumas das melhores livrarias do país, podendo igualmente ser pedida na sede da Associação Amarante Cultural

Eduardo Soutelo
Enviar um comentário

Mensagens populares