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o Prémio de Poesia do PEN Clube Português, relativo a obras publicadas em 2005, foi atribuído a António Ramos Rosa pelo livro “Génese”:
Génese toma lugar entre os poemas para o nosso tempo. Como um salmo ou um adágio no qual a lentidão é uma condição para o encontro com uma “coisa amada deliciosamente nua”. Oferta do mundo “da beleza do mais perfeito e do mais doce ser”. Constelações oferece uma calma do sétimo dia. Um silêncio como a graça de uma continuidade. Nisso este texto é irmão de Génese. Ele relata não a transcendência mas a imanência do mundo criado a qual é impossível encerrar no real ou com o real. A finitude, as carências são as nossas fontes, uma “incessante germinação... horizonte novo”. Sem emitir uma qualquer mensagem, a obra de António Ramos Rosa cintila no “jogo... universal”.

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