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amanhã (sexta-feira) estarei em Fafe para apresentar a obra de Pompeu Miguel Martins, “Maquina Royal”. Para quem ainda não conhece, o autor de obras como “Contigo para um último dia” e “As Mulheres” tem um espaço de escrita virtual, que facilmente podemos aceder, com o mesmo título da sua mais recente obra editada. Na verdade “Maquina Royal” é um corpo de fragmentação textual, como estilhaços de guerra vindos do quotidiano, de grande qualidade, criados e partilhados diariamente no blog do autor .
Creio que a melhor obra dos nossos escritores são, precisamente, os seus diários, temos como exemplo o caso de Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Fernando Pessoa, Maria Gabriela Llansol, Jorge Listopad, etc.
Na verdade, a escrita diarística é, a meu ver, uma escrita ficcionável, mas que pretende, nem que seja de uma forma emblemática, fugir ao narrável e debater a sensação de vida textual através de uma leitura do próprio quotidiano. Mas, fugir da narrativa para entrar no diário sem que se caia na futilidade e repetição dos dias requer uma grande exigência e maturação literária por parte do autor. Por isso, escrever em diário é sobretudo um acto de coragem, onde se abandonam as personagens e entram as figuras carregadas de quotidianos pensáveis. Pompeu Miguel Martins, apesar de injustamente ainda pouco conhecido, é um desses casos. A obra fala por si e dá-nos bem provas disso. O autor tem obras de grande diversidade literária, escreveu pequenos textos de ensaio, texto dramático, poesia, literatura infanto-juvenil, e agora dá-nos em partilha os seus textos diarísticos, onde poderemos encontrar a implosão do próprio sentir o exterior.
Herberto Helder em "Photomaton e Vox" dixit (algo assim): a pistola junto da dactilografia prepara-se para disparar. E, na verdade, “Maquina Royal” é a própria imagem deste revólver, aqui a obra não passa de uma arma, assumida pelo próprio autor, pronta a disparar.
"Maquina Royal" é uma das melhores obras diarísticas que li nos últimos tempos, tenho dito

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