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por falar em Sebastião Alba, poeta que optou por ser pobre e não cúmplice da sociedade... no mesmo ano da sua morte, fui, a convite dos escritores Mário Escoto e Sebastião Mouteiro, ao encontro entre amigos, familiares, artistas e escritores, num pequeno restaurante, em Braga, para de forma também poética juntarmos toda a dor pela perda do poeta. Aconteceu há seis anos atrás.
Nesse jantar foram lidos poemas e contadas histórias e peripécias do autor. Aqui ficam algumas das histórias bem curiosas contadas pelos amigos de Alba: o Sebastião foi um dia à Faculdade de Filosofia, faculdade onde eu estudei, a pedir emprego. Parece que não foi lá muito bem atendido, então irritado pelo jeito, mostrou uma fotocópia que trazia no bolso, dizendo bem alto: "Então metem-me na Enciclopédia e agora nem sequer me dão emprego?”
Pouco antes de ter falecido, parecendo adivinhar o que o futuro lhe reservava, escreveu o seguinte bilhete ao amigo (também poeta) Vergílio Alberto Vieira: “Se um dia me encontrarem morto, o espólio será fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá.”
Sebastião Alba morreu atropelado de duas formas pela pobreza e por um carro, e isso a enciclopédia ainda não traz escrito

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