
Na verdade, o Natal velho festejava o nascimento do menino Jesus, não é que eu seja muito religioso, mas sou sensível ao simbolismo de afectos que o presépio comporta. O Pai Natal tem para mim uma conotação de um MacChristmas contemporâneo.
A propósito do post anterior, substituir valores por presentes é uma das tais riquezas fruto do trabalho árduo e progresso que nos fala o Srº Primeiro-Ministro. Sendo assim, escrevi, para esse blog de poesia, o poema que se segue:
Um quase poema de Natal
em vez de um menino com incenso e mirra
e uma estrela no caminho
nasceu um Pai Natal com telemóveis e MP3
num trenó bem carregadinho
a vaca e o burro voltaram para o curral
e do estrangeiro importaram-se renas
porque nem sequer existem em Portugal
em vez de um menino com incenso e mirra
e uma estrela no caminho
nasceu um Pai Natal com telemóveis e MP3
num trenó bem carregadinho
a vaca e o burro voltaram para o curral
e do estrangeiro importaram-se renas
porque nem sequer existem em Portugal
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