Sob o Olhar de Medeia
conheci Fiama Hasse Pais Brandão a partir do bucolismo que impregna toda a obra Sob o Olhar de Medeia, uma das minhas obras de referência. Próprio da minha ânsia de leitura pelos autores por quem me apaixono, comprei de seguida parte da obra da autora ainda possível de encontrar nas livrarias. Na verdade, e apesar do seu corpo já não estar entre nós, tenho-a em casa com o seu corpo textual a ocupar uma estante que procuro manter sempre viva.
Ia a caminho do Porto quando ouvi na telefonia a notícia. Entristeceu-me como se fosse também minha a sua morte. Quando nos morre um autor querido, por efeito de amor textual, é como se fosse da família, a família invisível que nos acrescenta a voz.
Por ironia das coisas, há apenas alguns dias, aconselhava o livro que me fez descobrir Fiama Hasse. Apesar da autora ter sobretudo textos em poesia, foi a sua prosa que me lançou o apelo para uma paixão do corpo vivo da minha estante. Nos próximos dias, falar-vos-ei das razões para a leitura desta obra, pela mão de Marta, a personagem principal da história. Hoje, guardo o silêncio... porque me cubro com o mesmo pesar que engole os espinhos da escrita. Entretenho-me a desfazer as malas deste fim-de-semana, depois irei sentar-me no sofá para orar da única forma que me é possível: lendo os belos textos da escrita de luz Sob o Olhar de Medeia
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