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a sociedade do espectáculo

no texto movemo-nos na noite sem saída e somos devorados pelo fogo, Guy Debord retrata, logo nas primeiras páginas, o modo como o poder instituído se dirige às pessoas de forma a torná-las numa espécie de amálgama imbecil e cega por obediência; pessoas “a quem basta dizer «é preciso», nisso aceitando logo acreditar”.
Há dias escrevi um texto a propósito desta forma paternalista que o poder possui para nos ter sempre no berço. Sugeri-vos o conceito já conhecido de sociedade imbecil em vez da de Infantil, pelas razões então indicadas. Neste texto, Guy Debord traz-nos, como sua proposta, uma mescla dos dois, referindo-se à sociedade como uma “criança imbecil” o que ainda é pior. Mas que mecanismo espoletará um determinado grupo social para esse comportamento? No caso capitalista, agora ainda mais exaltado pela globalização, esse mecanismo é gerado pela necessidade constante de dinheiro: “Precisam de comprar mercadorias e tudo foi feito de forma a que não possam manter-se em contacto com coisíssima nenhuma que não seja uma mercadoria.” E de facto, as coisas estão de tal modo que o próprio dinheiro não chega a ser manuseado.
Todos nos encontramos, assim, num jogo que apenas procura as regras da dependência económica do sujeito, de tal forma que as pessoas “vêem-se (…) obrigadas a consumir a crédito, sendo-lhes retirado do salário o crédito concebido, do qual terão de livrar-se trabalhando mais.”
Neste texto, bem como no filme, facilmente concluímos que Guy não procura gerar teorias que - segundo o mesmo - morrem na guerra do tempo, mas sim suscitar a actividade intelectual face ao novo, ao que obriga a pensar, a tudo que em nossa volta “tem o dom da fala”, apesar de sempre ter estado aparentemente calado, e assim retirar a sociedade do poço em que cada vez mais se afunda.
A arte tem aqui um papel importante, mas isso já é outra conversa

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