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Babel e a confusão das línguas.
Babel, a confusão das línguas, um filme de cenas díspares, geradas pela impossibilidade de diálogo entre as “linguagens”. Digo aqui “linguagens”, porque a confusão gera-se não apenas no campo fonético da palavra, mas também no choque de culturas. A estranheza gera o medo e o receio de iniciar um diálogo. Daí Babel, o dia em que o homem se separou do homem e de costas voltadas se iniciou um discurso intangível que originou a separação dos continentes culturais. Se não vejamos: um tiro, na linguagem corrompida após Babel, pode ter diversas leituras, a mais contemporânea delas é a do terrorismo, por isso depressa a experiência do projéctil, levada acabo pelos adolescentes marroquinos que se entretinham para matar a rotina do pasto, levou a um espoletar de ruídos de costas voltadas entre culturas, numa azáfama bem realista sobre aquilo que realmente se passa nos nossos dias.
No filme, vemos bem "documentada" a forma como a diferença é retratada e exequível, podendo estar ela bem perto de casa, como o exemplo de dois países como os Estados Unidos e o México a conviverem de uma forma, diria mesmo, xenófoba, onde um simples casamento pode, no caso de Babel, acabar de forma tão trágica.
E como o silêncio também é linguagem, a “cena” da adolescente gestual - e proponho aqui adolescente ou pessoa gestual em vez de surdo - como dizia, a adolescente experimentava um outro ruído o de se tentar exprimir pelo silêncio, num mundo de sons, e se de um lado tínhamos dois países de costas voltadas, neste encontramos o mesmo só que desta vez entre pai e filha. Do Macro passamos para Micro e visualizamos, no filme Babel, embora aparentemente como acontecimentos dispares e distantes entre si, como todas as vidas acabam por estar interligadas.
No fim, fica apenas uma e a mesma linguagem universal que faz com que as pessoas se abracem em silêncio, a linguagem das lágrimas, a do choro e a do apelo do tu de Levinass

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