sabia que o Gerês, antigamente, era verde?
no fim-de-semana, fui visitar um dos meus lugares secretos de retiro, diria mesmo, de retiro espiritual. Todos os anos, por esta data, procuro o Gerês para encontrar o silêncio das coisas. Sabe, quem como eu já o experimentou, que subir por aquela serra, caminhar através do espaço selvagem é uma experiência de grande fruição espiritual que só encontramos naquele local.
Já há muito que não via tantos esquilos a pularem à minha frente ou aves deslumbrantes, sem falar, claro da fascinação que tenho pelas árvores de grande porte que facilmente se encontram e que visito e falo como se fossem da família.
Fiquei na Pousada de Portugal, Pousada S. Bento, com uma bela vista para o rio. Sentado no confortável sofá, virado para a incomensurável paisagem, escrevi um agradável texto em prosa para a antologia do poeta Daniel Gonçalves. Para além disso consegui arrumar as ideias para o novo romance que tento aos poucos criar. Como se não bastasse, pude ainda reler a obra Sob o Olhar de Medeia de Fiama. E tudo isto num pequeno fim-de-semana em plena Serra do Gerês.Contudo, algo me entristeceu: esqueça o Gerês quem o conheceu verde, As árvores começam a escassear, a maior parte da paisagem encontra-se cinzenta, pelos incêndios e pelas construções duvidosas. Aliás, a paisagem agora é outra…
…mas não se preocupem, pois afinal tudo faz parte do progresso que o país está a atravessar
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