no esqueleto da gota
vive a lucidez feminina do vegetal
deslizando lentamente na pele da folha até à coluna do poema

no fio onde delonga o orvalho
precipitam-se os movimentos goticulares
para a boca libidinosa
contorcendo a carne da língua
como o sexo dos caracóis sobre o texto

carlos vaz
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