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a verdade é que o timbre de uma voz ganha corpo como um rosto ou como um nome, e facilmente o identificamos, por entre muitos outros ruídos de nosso quotidiano. O som produzido pelos dois músculos do tíreo-aritenóideo, nem sempre surgem como uma necessidade do humano comunicar, etc. Falo-vos da voz cujo intuito é en(cantar). Este som produzido pela voz, que é gerado pela saída de ar do pulmões, fazendo as pregas vocais vibrarem, quando procuram igualar a música produzida pela natureza, torna-se um verdadeiro instrumento supra-humano.
Há coisa de cinco anos atrás, Catarina ofereceu-me aquela que viria a ser uma das minhas óperas favoritas, a ópera Orfeo ed Eurídice de Haydn (não confundir com a de Gluck). Nesta peça de estrema beleza, Cecília Bartoli, com o papel de Eurídice, contracena com Uwe Heilmann, Orfeo, e Ildebrando D’Arcangelo, Creonte.
A voz de Bartoli ocupou imediatamente o devido espaço na minha memória sonora. De lá para cá, esta voz única enche os espaços vazios da casa com movimentos sonoros, porque o som move-se, e o prazer está exactamente no saber visualizar por onde o faz e que caminhos atravessa. Tornei-me fã desta meio-soprano, que supera qualquer
timbre alguma vez produzido por outra voz humana. Nos últimos dias, cá em casa tenho revisitado muitos dos espaços musicais de Bartoli. A música é escutada nas alturas ao ponto de fazer tremer os objectos. Da casa física passou para a casa dos sonhos do sono.
Surgiu então a ideia de partilhar a voz, dedicando-lhe uma pequena “temporada”


breve anotação: de um modo geral os blogs têm recorrido muito ao vídeos do youtube, a verdade é que já não tenho muita paciência, por isso recorro pouco a este instrumento, mas por achar que esta actuação de Bartoli é, na verdade, um trabalho único, peço-vos que a visualizem até ao fim. Trata-se de um exercício de clamor imperdível, um exemplo singular de que a voz pode ser, também ela, um instrumento supra-humano

1 comentários:

 

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