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CAPRICHO 43, última obra da "trilogia da experiência"

A terceira obra da trilogia da experiência de Carlos Vaz será apresenta na próxima quarta-feira, dia 18, pelas 21h30m, na Feira do Livro de Braga

Com Capricho 43, Carlos Vaz recebeu recentemente o prémio da literatura António Paulouro, e é, segundo o mesmo, a última obra da Trilogia da Experiência (juntamente com Seres de Rã e A Casa de Al’isse). Como o nome indica, a trilogia denomina-se desta forma, por nas obras referidas o autor procurar gerar novas experiências de leitura através de encontros com personalidades reais ou imaginárias. Na obra Capricho 43, Carlos Vaz procurou, desta vez, originar experiências com o encontro da série Caprichos, de Goya, principalmente com aquela que é intitulada de Capricho 43 e que deu origem ao título da obra. Por razões que têm a ver com este desenho, o autor confessou-nos que, de início, o livro estaria para se chamar O Sonho da Razão Produz Monstros. Na verdade esta é a verdadeira fórmula de leitura para todo o enredo da obra. Logo nas primeiras páginas do livro, o texto dá-se ao diálogo com o seu leitor, sugerindo que este prenda, à ponta do dedo, o fio de todo o enredo da obra, para que assim não se perca ao longo da viagem e dos estranhos encontros com Goya. Para além deste pintor, encontramos experiências causadas pelo texto quer originadas pelo prisma que Isaac Newton traz para a história, quer com o aparecimento final da figura mitológica de duas caras, Janus. Estranhamente, o fio é desenrolado à medida que avançamos na obra e embarcamos num pesado tanque de cimento com a figura materna, e ao mesmo tempo de conforto, em toda a obra, a Mãe.

Segundo a autora do posfácio, Maria Teresa Dias Furtado:


O romance Capricho 43, de Carlos Vaz, é um texto surpreendente, muito original, inovador e rico em conteúdo (…)
Estamos perante um texto em movimento, por vezes alucinante. O tanque onde a mãe lava roupa torna-se barco, nele embarcam mãe e filho, Goya e Newton. O narrador tem consciência explícita de que há um movimento textual, algo que acontece para além do real quotidiano, para depois a este regressar na parte final, em que se explicitam ilações acerca do que aconteceu até então (…)
Mas, independentemente destes suportes literários, Carlos Vaz ata os seus próprios nós no fio que escolhe, dialoga com as “cabeças” convocadas para a sua viagem textual, longe e perto do mundo, unindo razão e sonho, “arquitectando ilhas” com pontes de sentido entre si. A busca é textual, mas o mundo fica enriquecido.


Para além do posfácio de Maria Teresa Dias Furtado, a obra Capricho 43 conta ainda com um trabalho de capa do pintor Júlio Cunha.

texto de Ana Nunes

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