
Goya pinta os seus fantasmas: a cara de um anjo, Inês, a jovem torturada pela inquisição; Lourenzo, a mão do poder; as barbáries conhecidas das tropas napoleónicas; a própria surdez; etc.
Mas a história final saiu bem deturpada. Goya é nela também uma espécie de fantasma. Foram pouco visíveis as suas dificuldades económicas, a doença que lhe retirou a audição; as denúncias do quotidiano através dos seus desenhos; os inimigos declarados; a própria inquisição...
A verdadeira história perdeu-se algures no enredo e o filme tornou-se vazio e, até mesmo, monótono
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