nas livrarias, os livros são, cada vez mais, cometas que aparecem sem nos darem conta da sua passagem.
Tenho o hábito de procurar nas estantes, por detrás dos livros, no pó da leitura, vestígios de alguns cometas deixados e esquecidos pelo tempo.
A propósito, uma vez desabafei com Paulinho Assunção esta experiência e disse-lhe, então, que alguns leitores, entre os quais me incluo, são verdadeiros garimpeiros à procura do livro que se encrosta como um precioso diamante esquecido. Os visitantes e os moradores da Casa, sabem bem que, na maior parte das vezes, falo das obras empoeiradas, porque não procuro o ritmo imposto pelos dias, mas sim o ritmo das águas que passam pelo "prato" com que garimpo. Na verdade, a maior parte do que é encontrado são apenas rochas sem qualquer valor, que rapidamente são atiradas para o lodo dos rios. Por vezes, só por vezes é que encontro um brilhante que me reluz nos olhos
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