procurei nesta Páscoa um retiro para fora da humanidade e encontrei-o no Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira, um convento do século XVIII, agora uma Pousada de Portugal. Neste espaço de descanso consegui encontrar o silêncio e a paz tão desejada, fugindo à taciturnidade com que o quotidiano me começa agora a devorar. Finalmente consegui o sossego necessário para me encontrar com o que ando a escrever. Neste novo corpo gráfico que pretendo, o retiro para fora da humanidade é um elemento essencial. No silêncio das coisas, não procurava as mãos da humanidade, mas somente a leitura e a escrita, por vezes interrompida, sempre que erguia o rosto para observar uma ou outra ave a tanger as Serras da Estrela e de Açor
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