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Parabéns Maria Gabriela Llansol
"Amigo e Amiga", sem dúvida, uma obra ímpar na Literatura Portuguesa
há já algum tempo que ando a trabalhar num pequeno texto sobre Amigo e Amiga de Maria Gabriela Llansol. Desde o ensaio Diários de um Real-Não-Existente (Ed. Labirinto) que não escrevia sobre os textos llansolianos, por ter sentido a necessidade, facilmente explicável, de me afastar da escrita da autora, para poder encontrar a minha. Precisei, sobretudo, de distanciar-me da experiência maravilhosa de ser um legente.
Da autora não tenho "obras favoritas", pois todas são únicas e belas, mas se alguém me pedisse uma sugestão, apontaria as seguintes: os três diários (Finita, Um Falcão no Punho, Inquérito às Quatro Confidências), Causa Amante, Onde Vais Drama Poesia... e, por último, a obra Amigo e Amiga.

Hoje, tive uma surpresa bem agradável, ao visualizar os blogs de Paulinho Assunção e de Luís Mourão (Manchas), descobri que M.G.L. foi a vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) 2006, com a obra "Amigo e Amiga". Para quem não sabe, não é a primeira vez que Maria Gabiela Llansol é galardoada com este prémio, uma vez que já em 1990 foi distinguida com o mesmo prémio, na obra Um Beijo Dado Mais Tarde.
Amigo e Amiga, curso de silêncio de 2004:
CLXXIII
_____________ secretamente, em segredo:

Nómada,

os animais cantores-de-leitura têm uma garganta de ouro, pois através de pipilos, uivos, ronrons e grunhidos,
fazem-se ouvir
com uma voz que durará sempre devido à sua estranheza,
e por estarmos habituados a que quem lê é sempre um animal humano.

Mas, hoje, foi-me sugerida esta exper
iência de animais cantores-de-leitura; é remota, abrupta, e, por vezes, inverte o sentido da melodia_______ o diametralmente oposto.

Sabes, é uma distorção que é natural ao meu ouvido______o de quem escreve, do lado inseguro da margem, estás a ver? Ainda assim, para transpor o fluido inesquecível, não raras vezes preciso destes animais animais que me transportam nos seus sons, ou ruídos, muito inocentes, coerentes e antigos sem que o texto, para eles, constitua qualquer carga.
Llansol, M. Gabriela - Amigo e Amiga, curso de silêncio de 2004. Lisboa: Assírio&Alvim, 2005, p. 230.

1 comentários:

 

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