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Livro de Ritmos, de Maria Teresa Dias Furtado, é uma colectânea de poesia escrita durante de 2002 e 2003 e que a autora edita agora pela Labirinto.
Segundo M.T.D.F. os textos desta obra concentram-se num “conceito lato de ritmo, por um lado associado à música, por outro, ao pulsar da natureza e de cada acontecimento vivido directa ou indirectamente”. Podemos encontrar a chave para a leitura desta bela obra, compreendendo o uso da epígrafe de António Ramos Rosa, sobre a porta de entrada destes poemas: “O ritmo é um elemento essencial da construção porque é ele que a unifica e lhe proporciona a habitabilidade de um espaço”.
Na verdade, geralmente definimos o ritmo, do latim rhythmu/rhythmos, como uma sequência regular de tempos fortes e tempos fracos, numa frase musical ou também como um movimento com sucessão regular de elementos fortes e fracos, e etc. Paradoxalmente o Livro de Ritmos são todos estes e - in aequo - também nenhum deles. Passo a explicar, o ritmo exterior das coisas da natureza, das “sonoridades do espaço”, brota de uma forma distinta na poesia, pois “cada coisa” tem a sua forma, por vezes silenciosa, de vibrar, quer através da cor quer pelo próprio som, contudo o ritmo principal da obra literária é principalmente o do som silencioso que nos aclama de um espaço interior, que nos chega “na vibração das imagens” e na “vibração das letras”. Sendo assim, a leitura tem, como vimos, uma fruição de ritmo interior, enquanto a música e os sons da natureza trazem a fruição exterior das coisas. A sonoridade, cadência ou vibração que M.T.D.F. procura é a que começa no silêncio imutável do espaço, uma vez que “o espaço é percorrido por passos sem rasto visível”, transfigurado na figura de um “rio”, ao longo destes poemas, rio esse que existe na conformidade do ser que está à escuta do espaço interior do mundo. No dizer da autora, “cada imagem cada som cada ruído pertencem à atenção de quem perscruta o mundo”, por isso “o rigor poético da imagem” fascina os seres que usam a poesia como instrumento para verem e ouvirem mais e melhor, já que “vê mais quem vê com o Poeta”.
Em jeito de conclusão podemos ainda referir que o Livro de Ritmos é, de uma forma sucinta, o ritmo da pronunciação do olhar sobre o som ou vibração interior de cada ser face ao seu poema

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