ANTÓNIO PAULOURO II

Sessão de entrega do prémio Literário António Paulouro
não sou como alguns escritores que acham que um prémio literário é uma espécie de peso de consciência da sociedade… ou uma submissão ao poder… pelo menos não nos dias de hoje. Hoje, um autor português que queira continuara a editar ou a ser “minimamente” falado nos media, com algumas excepções claro, tem de ser sobretudo um premiado. Podia ainda falar no aspecto monetário, que tanta ajuda faz a quem está a comprar e a mobilar um pequeno apartamento que o salário permite, quando os direitos do autor são o que são.
Na verdade, penso que as câmaras que instituem prémios literários estão sobretudo a prestar um verdadeiro serviço público ao promoverem autores e ao retirarem alguns do esquecimento - principalmente os que dão o bom nome ao prémio. Por isso, no Fundão, senti o dever de dedicar o prémio aos seus mentores pela coragem de fazerem da cultura, principalmente a literatura, o seu estandarte. Não foi uma troca de galhardetes, mas uma sincera gratidão que os motivasse a continuarem a possibilitar com que os pequenos autores andem, também eles, à cavalita de gigantes
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