UM POEMA PARA FIAMA


“como se eu fosse um vulto a meio caminho
entre a humanidade e a flora”
procurei os pés no sulco de terra
que se alimenta daquilo que em mim sou dela

das mãos rebentaram figuras vegetais
até me esgotarem com pássaros e borboletas falantes

tenho frutos e batráquios aos saltos na cabeça
e a lucidez do poema esvai-se por ser a outra coisa
com que mastigo a terra que em mim sou ela
C. V.
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