DEZ ANOS DE SOLIDÃO

toda escrita (ou leitura) necessita sempre de uma postura de escuta, no caso do poema ele surge como um “rumor” dado pelo poeta, “uma voz que nos acorda”, e ao poeta crescem-lhe obrigatoriamente as mãos do afecto para fazerem a obra.
O coração, a haver, não é o dos sentimentos, mas antes o coração das palavras iluminadas em cada nascer do dia. Assim entre o azul da noite e a luz da manhã, a sístole e a diástole, que ora expandem ora contraem o movimento da travessia pelo poema, surge, por fim, o fulgor último da palavra

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