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A GRACIOSA INCLINAÇÃO DA LEITURA (tomo I)

a minha inclinação
curiosa a afinidade de Maria Gabriela Llansol com a introspecção (lat. introspectione). como o próprio nome indica, a “ Introspecção” é: um exame dos pensamentos, impressões e sentimentos próprios; ou uma observação dos processos da própria mente; um auto-exame da consciência (DLP). E de facto, na obra Os Cantores de Leitura começamos logo pela inclinação, “A Introspecção da Casa”.

No gesto da introspecção, a “inclinação” da leitura, o corpo transfigura-se num caminhar livre pela palavra, que nos é sugerido, de imediato, pela "figura" que nada espera em troca, sem qualquer natureza autobiográfica, sem o humano, falo-vos de Gratuita. Algures na inclinação, ao que eu apelidei de a graciosa inclinação da leitura, dá-se o reencontro com as figuras das obras anteriores, não é um “processo de retrocesso”, mas “uma ondulação por nostalgia” e a gratuitidade da inclinação da leitura, como as árvores que se inclinam ao vento, inclina-se antes para a luz do amanhecer, a electricidade das palavras gratuitas como um raio de sol.

Antes de termos Casa, vagueamos pelo vagamundo, o estado natural das coisas sem tecto, aqui não convém confundir os vagabundos com os vagamundos. Os primeiros não têm rumo, nem destino, mas os segundos vivem num estado de escuta e espera por uma vibração da introspecção da Casa, “esperam a percepção humana das figuras”. A Casa é a arquitectura desta percepção, onde a leitura obtém a gratuitidade, a sua morada.

Para que a introspecção não se perca na incomensurabilidade da Casa, é preciso procurar as vibrações, caminhar, dando “resposta a um apelo emitido, não pela palavra, mas pelo som. Mas, apesar da leitura ser um acto solitário, é na resposta ao apelo das vibrações, que se dá lugar ao “nascimento de híbridos”, e é, deste modo, que nos encontramos reunidos a ler com as figuras “(…) face a face sem intermediários humanos com as coisas (…). É talvez uma fase nova da aprendizagem da leitura”. Assim, a inclinação sobre o acto de ler, é essencialmente uma introspecção desse acto sem a face do humano, do quotidiano, da autobiografia, a tal despossessão necessária, onde se encontram as vibrações que acarinham a graciosa inclinação da leitura, e diz a autora: «para sobreviver uma sobreposição de notas pessoais_____de pessoas_______que tenho de ouvir_____ e essas pessoas devem girar constantemente nas suas múltiplas faces/_______de que eu recebo algumas, e afasto outras. Formam assim um ser inexistente mas não imaginário, que as contém a todas. Que as contém, não, que as destrói, extraindo-se a parte de que o sol necessita\ para ver o humano.\ Esta técnica mais simples de construir o texto, e que lhe cria a repugnância do autobiográfico.»

imagens retiradas do blog Espaço Llansol

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