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"JUNO" E OS 6000 LEGAIS

magicar faz crescer a barriga

quando nos manifestamos contra ou a favor do "aborto", entramos numa daquelas discussões vazias que suscitarão sempre, nos outros e até em nós, alguma controvérsia com murros na mesa. Geralmente, conversas como estas geram fortes discussões, onde pensamos concluir justamente quem poderá ter nascido em primeiro: se o ovo ou a galinha (no caso do aborto, ficar-nos-íamos pelo ovo?). De facto, sobre o "aborto", os argumentos são sempre tão viáveis e fiáveis, quanto os contra-argumentos. Mas o que andamos a esquecer, naquelas murraças dadas e os berros, é que entre um possível extremo A ou um extremo B, pode haver sempre uma terceira (ou mais) opção…

estive, recentemente, a fazer umas “contas tontas” que me fizeram pensar. Ora se magicarmos um pouco: foram já efectuadas mais de seis mil interrupções de gravidez, só este ano, o que equivale a quase dez escolas repletas de alunos, perdidos num só ano. Como se não bastasse podemos magicar também uma outra conta tonta: em dez anos serão cerca de 60 mil pessoas, as que não tiveram a oportunidade de nascer para estar entre nós. Contudo lá vem a dignidade do revés da medalha, pois por outro lado também poderíamos optar pelo extremo B, e magicarmos que, ao longo desses anos, 60 mil mães andariam a chorar de infelicidade se não tivessem abortado, por terem uma gravidez indesejada... enfim... magicar não faz mal nenhum.

Neste fim-de-semana, fui ver o filme "JUNO", de Jason Reitman, sobre uma jovem de 16 anos que teve a tal gravidez indesejada, mas que entre a total interrupção A ou a total permissão B, acabou por escolher uma outra que parecia não constar no abecedário, a tal que não veio no referendo e, a meu ver, eticamente a mais correcta: a de entregar o seu filho indesejado a um casal que o deseja e que o não pôde ter por razões de infertilidade... a mãe, que rejeita a gravidez, pode ainda ter a hipótese de, ao vê-lo a nascer, ficar com o bebé. Uma opção nada discutida ou debatida no país onde tive a “sorte” de nascer. Penso que a comunicação social "virulenta" deveria publicitar mais esta opção em vez de perder tempo a magicar, como eu, sobre os já perdidos 6000

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