"O APOCALIPSE DOS TRABALHADORES" de valter hugo mãe

o livro "O Apocalipse dos Trabalhadores" é o terceiro romance de valter hugo mãe, uma obra com uma forma textual algo “pentágno-temática”, cujos lados são devidamente formados pela morte, amor, deus, o trabalho e o sexo. Temas esses que formam uma espécie de polígono literário, que gira ao longo de todo o texto, e onde, na grande malha textual, predomina a força das mulheres, sobretudo a de Maria da Graça e Quitéria. A primeira que nos demonstra a tese fundamentada, ao longo da história, pelo narrador, de que se pode morrer de amor, a segunda pelo contrário nos dá a outra face da moeda escrita, de que se pode viver de amor. Ambas as mulheres são o centro da elipse desta história, onde o machismo da maior parte dos homens (sobretudo da preguiça facilmente encontrada do marido português), faz com que as mulheres se envolvam num atropelo de histórias, onde a moral e a imoral nada podem ilustrar. Aqui a metáfora é outra: a da lixívia gourmet; a do deus em forma de produtos de limpeza “finos”, cujos milagres ajudam as mulheres da limpeza; o Portugal pulguento, etc...

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