A COISA CRÓNICA

o ilusionista-político

o amigo do Textualino sabe o quanto este espaço detesta políticos e políticas. Mas de todas as razões que até hoje enumerei, sem dúvida que a principal é quando estes utilizam a célebre táctica dos ilusionistas-políticos. Ora um ilusionista é aquele indivíduo que procura sobretudo iludir as pessoas, fazendo-as crer na magia, quando na verdade estão a ser enganadas pelo famoso segredo da ocultação, ou seja, de um certo modo, o ilusionista tira uma moeda da orelha, porque com a outra mão descreve gestos quase ruidosos, desviando a atenção do objecto principal. Se tiverem atentos, durante um acto de magia, à mão que está parada, descobrirão o objecto a correr para um bolso, e é geralmente aí que se encontra o segredo. Deste modo, um bom ilusionista é aquele que facilmente consegue melhor distrair a atenção do público.

Vi uma vez um filme em que um presidente norte-americano fez uma guerra para desviar as atenções de um escândalo pessoal que abalou o seu país e que retrata, perfeitamente, até onde chegam os tais jogos de ocultação para desviar a atenção do público. Ora tenho em crer que tal coisa ocorre, neste preciso momento, no nosso país. Depois da escandaleira com o Freeport, e entre outros, que denegriram a imagem de Sócrates e do governo, o ilusionista-político apareceu com uns gestos mirabolantes chamados de “Eutanásia” e “Casamentos entre os Homossexuais” que nos distraíram da mão que oculta o verdadeiro problema. De facto, a atenção do público está agora na mão contrária à da moeda, que há-de aparecer e desaparecer onde o ilusionista mais quiser

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