As frondosas estátuas de Budapeste

"O Cronista ou Escritor Desconhecido" (fot. tirada por Catarina)
geralmente não gosto das estátuas que moldam a própria representação dos corpos dos já mortos, algures arrumadas numa qualquer praça portuguesa.
Em Budapeste encontrei-me a fotografar estátuas, todas as que pudesse apanhar, por elas conterem o anonimato da figura, estão lá a passear na rua, a cumprimentar-nos, ora sentadas num varão, a sorrir para nós no alto de alguma ponte ou telhado, ou no fundo de uma qualquer escada ou jardim, onde embarramos sem contar, por isso as estátuas de bronze, não o são, para serem antes figuras de companhia dos transeuntes, figuras típicas que nos esperam diariamente em cada esquina, figuras mitológicas e anónimas a aguardarem por um novo nome. A figura da fotografia tirada por Catarina é um bom exemplo: o "Cronista ou Escritor Anónimo", uma das estátuas mais emblemáticas da história da Hungria, incapaz de passar despercebida a quem passa, apelando sempre para o próprio anonimato do seu estado de figura. No caso, o anonimato de um cronista que deixou contada a história conturbada daquele país
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