O livro em Portugal prostitui-se ii

literatura altamente prostituta
ora estudos relativamente recentes colocam os portugueses como os mais “ignóbeis ” da Europa. Segundo li no Diário Digital, ainda há relativamente pouco tempo: “apenas 50 por cento dos portugueses leram um livro; 24 por cento visitaram um museu ou galeria, 23 por cento assistiram a um concerto, 19 por cento foram ao teatro e somente 9 por cento assistiram a ballet ou ópera, apresentando Portugal em todos estes casos o segundo valor mais baixo da UE”.
É um facto que os portugueses são, realmente, os que menos lêem livros, contudo - e a meu ver - isso deve-se unicamente ao facto de, no nosso país, existirem cada vez menos livros (apesar de na aparência parecer evidenciar o contrário, quem me entende percebe bem ao que me refiro), é urgente uma ética que fortaleça a verdadeira concepção e filosofia do que é na verdade "Um Livro". Curiosa a concepção geral de dizer-se são editados 40 títulos por dia, e não 40 livros, porque há de facto uma diferença entre título e livro, e na verdade vendem-se mais títulos do que livros em Portugal. Hoje, na maior parte das vezes, o que existe é sobretudo um objecto que, por ter um título, parece ser um livro. Trago-vos pois uma excelente proposta: na maior parte dos livros editados, no nosso país, deveria aparecer por baixo do título, em letras muito miúdas, uma adaptação do "Ceci n'est pas une pipe", assim ficaria "Ceci n'est pas une livre", tirando-lhe, por isso, a sua essência literária, no verdadeiro dom da palavra. Por não trazer, é um facto que o livro, enquanto tal, se prostituiu altamente com o fabuloso título de PUTA que traz consigo quase diariamente
(cont. segunda-feira)
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