Algumas considerações sobre o voyeurismo puritano

máquina contra o voyeurismo puritano implementado em Portugal
e pronto, a cultura bacoca do voyeur e o ódio compulsivo pelo próximo estão, mais uma vez, no seu melhor. Sim, a professora pervertida deve ser punida, assim como a mãe cuja reportagem teve sucesso na comunicação mais mediática e desinteressante, mãe essa que revelou, sobretudo, dominar as artes de espionagem só encontradas num filme do 007.
Neste estranho episódio não encontramos apenas uma crítica singular da má educação nas escolas, mas essencialmente, e a meu ver, na educação de alguns encarregados e, sobretudo, nalguma comunicação social incapaz de filtrar o colectivo do individual.
Caros amigos, o que me incomoda mais do que esta "culturazita" de voyeur enjoativa é o puritanismo social. Este último atola-nos até ao pescoço.
Ultimamente alguns dos meus colegas questionam-se sobre aquilo que podem ou não falar, pois a proximidade, a amizade e a confiança entre aluno e professor deixam-nos escapar, por vezes, uma ou outra palavra menos própria, e se alguém diz o contrário é porque mente. O uso do telemóvel, dentro da sala de aula, deveria também de ser debatido, há um nítido e evidente descontrolo no uso dos mesmos. Na verdade, todos os alunos são pequenos gravadores que, usados incorrectamente, podem estar prestes a explodir, levando com eles algum professor mais entusiasmado. Como se não bastasse, numa cultura como a nossa, o voyeurismo tornou-se ainda mais insuportável aquando acompanhada de um profundo puritanismo. Os políticos dizem constantes palavreados, a televisão dá tempo de antena à pornografia e anedotas cheias de vocábulos esganadores, sempre em horas ditas "familiares".
Por último, aconselho, assim, a todos os profissionais da educação, e não só, a comprarem esta máquina (ver imagem) capaz de criar ondas magnéticas que impossibilitam qualquer gravação indevida, depois pode dizer todos os palavrões à-vontade
saiba tudo aqui
1 comentário

Mensagens populares