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O livro em Portugal prostitui-se (fim)

com um atraso de 5 dias
como se devem lembrar, muito recentemente, o nosso não-filósofo J. Sócrates atribuiu parte da culpa do estado das coisas às gerações anteriores, por não terem gerado as ditas, e tão em voga, "oportunidades". Ora, sabemos hoje que as "oportunidades", no âmbito do livro e da leitura, surgem sobretudo nos primeiros anos de vida de uma criança (principalmente até aos 9-10 anos), mas a filosofia das "políticas da oportunidade" resolveu matar as poucas e reais "oportunidades" de um jovem encontrar a paixão pelo livro. Tal como Vasco Graça Moura, também sou da opinião que o computador Magalhães veio, sem dúvida, contribuir para uma menor leitura infantil, já que o Magalhães retira, de tantas formas, a importante experiência da criança poder encontrar o seu primeiro livro, principalmente durante a primeira idade escolar. Em vez do livro, nasceu sim uma outra oportunidade, a da "informatização". No fundo tal como o nome o diz é uma questão de oportunidade e não de prioridade...
Para não me acusarem de tudo apontar e nada promover, promovo aqui a ideia que há muito tenho, de que Estado, ou governo, podia fazer uma igual promoção para a leitura. Assim, por apenas 50 euros, e sem mensalidade, as famílias poderiam começar aquela que seria a primeira biblioteca pessoal de uma criança
(ideia que desenvolverei num outro "post"...), mas as ditas oportunidades não acabam aqui, pois como se não bastasse, a "Semana da Leitura", a única promoção da leitura que serve de fachada, e como o próprio nome diz, só dura apenas uma semana nas escolas, tem vindo a perder a dita força inicial. Na verdade, não passa agora de uma semaninha ilustrada de muita vontade, mas pouca ternura pelas páginas. Mesmo as bibliotecas, da rede escolar, também elas, cederam espaço aos computadores e vídeos, e os livros funcionam agora como lápides apontadas ao pó que os afogam (Maria Gabriela Llansol falava destes espaços como "cemitérios de livros" e tinha ela toda a razão...)

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