Sobre "O Estrangulador de Bonecos de Neve"
Este cuidado, ou melhor, este medir forças com a palavra recusando todo o tipo de estatismo sintáctico – que também pode ser encontrado na poesia de Carlos Vaz – faz-nos ver a escrita deste autor como um organismo que incessantemente se reformula e (re)enuncia nessa procura que a si própria se impõe: a de um persuasivo resplendor que, armadilhando o leitor num jogo de encantamento e sentidos vários, nunca cede na construção de novos paradigmas do dizer, que, contudo, jamais se afastam do real concreto nem de múltiplas inquietações de cariz existencial e histórico-social
texto do escritor Victor Oliveira Mateus
Comentários