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Quando as palavras ainda tinham carne

também preciso tanto da "Normalidade"
tal como o meu amigo poeta Daniel Gonçalves, ver aqui, também tenho saudades de uma carta escrita.
Sabe, quem me conhece, que demoro a responder aos emails que me enviam, mas posso-vos confessar que a demora é o meu último redil contra a fugacidade da chama electrónica que me (nos) consome neste casulo impessoal que traga toda a vida humana. Na verdade, sinto falta não da carta, mas do seu corpo líquido de papel, da sua carne feita de tempo e espaço com dedada e saliva nos cantos, com traços e palavras a tornearem a linha. A letra íntima de cada um, a letra desenhada com o mesmo dedo da alma.
A minha última carta... lembro-me bem da minha última carta, foi a que escrevi a Maria Gabriela Llansol como resposta a uma outra que ela me tinha enviado. Llansol sabia bem a transfiguração de um corpo de papel que se fecha no oxigénio de uma outra casa... a casa da escrita, a casa real, a casa envelope.
Amigos, estou já, e cada vez mais, farto do email, não lhe vejo a magia, apenas a tecnologia sem carne, sem osso, apenas envoltos numa fina pele, oca de sentido e de estrutura, feita do mesmo plástico de todos os computadores.
Falta-lhe o cheiro a papel o tempo de demora de uma resposta que tarda sempre em chegar.
O corpo de um carta escrita, desejo tanto uma carta escrita

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