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Um banqueiro demasiado tecnológico

acho que até os actores bocejaram
fui ver a recente encenação de João Garcia Miguel, “O Banqueiro Anarquista”, de Fernando Pessoa, no Centro Cultural Vila Flor (Guimarães).
Li em tempos esta obra que aconselho vivamente, sobre as ditas "ficções sociais" e a "ciência do anarquismo", um pequeno livro que se lê de forma agradável, por isso estranhei logo... pois como seria possível um livro tão "pequeno" ter uma encenação de 2h45m, aproximadamente, ou seja, uma autêntica odisseia.
Movido pela curiosidade, lá fui... vi... e sofri... sofri muito. Sinceramente não me recordo de ter assistido a uma peça tão terrível. Para começar posso-vos dizer que me arrependi por não me juntar ao grupo enorme de pessoas que decidiram não sofrer, e por isso não entraram para a segunda parte da peça. Depois do intervalo as filas, anteriormente preenchidas, encontravam-se fragmentadas de um número bem menor de público agora extremamente bocejante. O que correu mal? Muita coisa: primeiro os "sketch" eram despropositados e, apesar de parte deles serem musicados, eram extremamente longos, repetidos e enfadonhos, por vezes roçando o mau gosto do tipo empata tempo, como no exemplo terrível do circo de pulgas... vinte minutos de disparos, quedas e estupidez sem sentido; segundo o atropelo tecnológico de efeitos visuais e sonoros que tanto enjoaram numa encenação visual atropelada pela demasiada informação que nos punha as órbitas a andar à roda; por último, o banqueiro era inglês, por isso falava inglês, e as legendas que acompanhavam a fala desapareciam na velocidade e na coloração extrema das paredes, até da mesa do restaurante brotavam imensas cores e imagens. Na verdade confesso, foram várias as vezes que estive tentado em sair a meio. Nota positiva apenas para os actores - somente para os actores - que perante um público atropelado, procuraram animar e dar o seu melhor ao tentarem fazer omeletas sem ovos
 

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