A República do Tacho e os mortais da cruzinha

Foto da Assembleia da República do Tacho
há muito que me afastei desta democracia do tacho vigente na assembleia. Tristemente vos confesso, mas sem vergonha alguma, que não participo da democracia jocosa da representatividade política, por isso dificilmente me verão nalguma mesa de voto nos próximos dias. 
Não voto por qualquer preguiça, inércia ou até apatia, como poderão chamar os mais automatizados deste alcoolismo de felicidade mercantil... não voto, porque não me revejo em nada (ponto).
Mas nem sempre fui assim, tudo começou quando acreditei num partido, votei nele e deu no que deu, depois votei num outro e deu novamente no que deu... farto de todos eles acabei por votar em branco, cruzinha perdida e ainda sem expressividade em Portugal (parece estar a mudar). Desiludido, decidi não votar mais, característica do eremitismo típico do meu tique anti-social... na verdade algo aprendi na vossa democracia, por mais que tentemos mudar os tachos, o cozido será sempre o mesmo. 
Voltarei às urnas quando a globalização, a economia e a coisa esquizofrénica abandonarem o país, só aí então descerei da montanha para conviver de novo entre os mortais da cruzinha
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