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O Minho é cada vez mais uma ilha


há três anos atrás, escrevi o seguinte sobre a linha que agora fecha, e com ela um último solstício da coesão nacional por estas bandas: "(...) não fugindo há ideia inicial do "comboio", no Alto-Minho, onde resido, há uma linha de comboio que rasga as terras de norte a sul, linha que serve as comunidades que sofrem de um atraso económico preocupante, e que é a única alternativa de transportes, juntamente com os autocarros esverdeados que por aqui andam, que parecem ainda pertencer à Segunda Guerra Mundial. A linha que serve a população entre Viana e Valença, nunca sofreu um investimento de remodelação digno de se realçar. Por aqui só passam carruagem velhas que deixaram de andar por Lisboa e Porto há já muitas décadas. As estações fecharam, e até se fala em fechar também a ligação da linha (o que é o mais certo) e o pouco que nela foi investido de nada trouxe ao servido prestado. Como se não bastasse, para justificar, a meu ver, o futuro fecho da mesma, alegando prejuízo junto à opinião pública, as estações não vendem bilhetes e parte das vezes (não poucas) nem aparece o revisor durante a viagem, tornando-o num sistema gratuito de transporte. Engane-se quem pensa que a CP está a dar um presentinho…" 8 de Maio de 2008
quando vos falei do presentinho, referia-me já então ao possível fecho da linha que agora ocorreu. A meu ver, não se deve a uma má gestão, deve-se, essencialmente, a uma estrondosa péssima gestão, mas os gestores que o fizeram, continuam todos lá (ou não?). A linha era esta que continua aberta, embora mais pequena... mas até quando? Scuds para um lado, sem linhas para o outro, o ano da mobilidade já lá vai. De facto, o Minho é cada vez mais uma ilha, longe de tudo, mas cada vez mais perto do longe

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