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Evocação ao fim dos bordéis literários

o livro em Portugal prostitui-se iii
mas se antigamente o que falhava era supostamente uma boa educação para a leitura, gerada principalmente pelo enorme analfabetismo (e não só), o facto é que o livro não se prostituía, porque nada se sabia acerca de sexo. A prostituição literária não se deve à época de abundância, mas sim à falsa sensação de abundância, quando o que na verdade impera é a "falta", o "enganar a fome" de ler. A prostituição do livro é coisa de agora, e as verdadeira causas começaram a ter outros contornos recentemente, adquirindo uma face ainda mais economicista é claro, refiro-me, essencialmente, aos grandes grupos que apareceram para piorar todo o cenário literário português. De facto, quando foram "compradas" todas as principais editoras e colocadas, depois, no mesmo saco de estratégia editorial, tomadas por uma espécie de assalto consentido (veja-se o caso do Leya), Portugal nada veio a ganhar, pelo contrário, tudo veio a perder, e apercebeu-se, pela primeira vez, que o país estava esvaziado de literatura e, até mesmo, de livros, coisa pouco provável na época da abundância. Na verdade, o que há agora são bordéis literários e autênticos - desculpem o termo, mas o meu amigo leitor com certeza compreenderá - "chulos" a viverem à custa desses bordéis, e quando uma prostituta deixa de dar é, de seguida, substituída por outra.
Afinal, nos dias de hoje, não se lê mais do que antigamente, lê-se é apenas mais do mesmo, e isso é a pior ilusão que se pode gerar na leitura: o de parecer que se está a ler, quando na verdade tudo continua cheio de fome.
Não, não se deixem levar pelas aparências e parem, de uma vez por todas, de ir às "putas" minha gente
(quarta-feira, não perca a 4º e última parte deste texto)

3 comentários:

 

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